terça-feira, 21 de agosto de 2012

Como comprar o 360 Graus



Suou, sorriu, chorou, tremeu, pulou; enfim, lançou.
E agora o autor possibilita que cada um de nós tenha contato com suas histórias, reflexões, devaneios, anseios, aventuras.

Para que haja o giro de 360 Graus o livro precisa correr para outras mãos, outras cabeças, outros olhares.

E cabe a você, caro leitor, encontrar a estrada, interpretar as paisagens descritas pelo autor.

Eis aqui o caminho:
https://www.facebook.com/bosquewoodland?sk=app_310184625673941&app_data=%2Ffacebook_app%2Fstore%2Fproduct%2F86244

A PRIMEIRA TIRAGEM QUE AUTOR IMPRIMIU POR CONTA PRÓPRIA ESTÁ ESGOTADA!

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Servico:
Titulo: 360 Graus
Autor: Cesar Zanin
Editora: independente (PerSe)
Formato: brochura A5
Numero de paginas: 209
Ano em que foi escrito: 2006
Ano de publicação: 2012
Preco: R$ 35

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Quer saber mais sobre o livro e/ou o autor?
Aqui: http://360g.blogspot.com.br/2007/03/arquivos-para-download-360-graus.html

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Lançamento do 360 Graus em São Paulo: como foi!


Outra etapa se foi, outra etapa começa agora.
Dia 19 de agosto de 2012 foi um dia especial para o autor, ele finalmente viu seu livro, 360 Graus, lançado.

Primeiro na Bienal do Livro, na parte da tarde, no estande da PerSe no Anhembi, e depois no Walden, onde uma festinha informal se prolongou até altas horas. Sempre acompanhado de sua amada Mariana, uma honra e fonte de felicidade infinita.

Na Bienal do Livro o autor se sentiu fora do eixo, fora de contexto... Foi algo importante, claro, mas ele próprio considera a aparição na Bienal algo muito mais pró-forma do que qualquer coisa vital ou espontânea etc.

Mas no Espaço Cultural Walden foi outra coisa, ah foi.
Afinal, festejar com sua amada, familiares dela e com os amigos de ambos, não tem comparação! :-)
A festa começou com as poderosas discotecagens do connaisseur e parceiro Renato Malizia e do amante dos bons sons Serginho; então houve a leitura de trechos do livro por ninguém menos que o Mestre em Artes Cênicas pela UNESP José Cetra Filho (pai de sua amada!), Renata Palmer e da amiga da família Cetra, Rose Nagib, com fundo musical de Artemoltobuffa no ipod, e depois mais discotecagens, com Renata e o grande amigo Fabio Barbosa!
Depois da festa o autor e sua amada, junto com os amigos Roxy, Vagner (que lançaram as estampas das camisetas do David Bowie na festa), Michele e Renato ainda foram jogar sinuca no Pescador na Augusta!

Enfim, um dia e tanto, uma noite e tanto, para ficar na memória.

Agora a etapa de pensar em escrever mais e mais, para quem sabe um dia pensar em publicar outro livro, já começou! :-)


domingo, 22 de julho de 2012

Finalmente o autor se decidiu, vai lançar o livro!

Isso mesmo, o autor finalmente se decidiu, vai mesmo lançar o 360 Graus!

Tudo começou em 2006, quando ele escreveu o texto.
Entre 2006 e 2007 ele até chegou a enviar o manuscrito para algumas editoras, assim de repente, sem indicações etc. Mas ele já estava morando fora do Brasil há mais de 3 anos, estava por fora, e ainda enviou apenas para as grandes editoras...
Claro que as únicas respostas que recebeu foram aquelas do tipo “desculpe mas estamos com todos os lançamentos disponíveis já agendados para o ano/biênio”.

Então deixou o texto engavetado.

Agora em 2012 acabou contando para sua amada, Mariana, que tinha escrito um livro...
Ela leu o livro, incentivou o autor para tirá-lo da gaveta, e ainda fez a revisão ortográfica e gramatical do texto!

Eis que agora em agosto de 2012 haverá o lançamento do livro 360 Graus!
:-)
Primeiro, o autor estará presente na Bienal do Livro de São Paulo, no stand da PerSe, plataforma usada para a publicação do livro.
Sera' no ultimo dia da bienal, dia 19 de agosto, domingo, das 15h ate as 18h, no Anhembi, na rua interna N, estande 44 (proximo 'a area Gourmet).
E logo depois, a partir das 20h do mesmo dia, a festinha de lançamento no Espaço Cultural Walden.

:-)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Tour poster

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Little Joy in Brighton, 15/01/2009

Após a turnê de novembro e dezembro do ano passado, que contou com 19 datas em várias grandes cidades dos EUA, agora em janeiro é a vez da Europa ver o show que promove o primeiro disco, homônimo, do Little Joy, grupo paralelo de Rodrigo Amarante e Fabrizio Moretti (cantor e guitarrista dos Hermanos e baterista dos Strokes, respectivamente).

Foi a vocalista/tecladista/percussionista Binki Shapiro que botou uma pilha, ainda em 2007, para que Amarante e Moretti desenvolvessem a idéia de formar um projeto musical, idéia essa que tinham tido num encontro casual durante um festival, em Lisboa, em 2006, onde tocaram com suas bandas principais.

Entre 10 e 21 deste mês, o Little Joy toca uma vez em cada um dos seguintes países: Bélgica, Holanda, Alemanha, França e Escócia; além de cinco datas na Inglaterra, culminando com um show – com ingressos já esgotados – em Londres.



Ontem, Brighton, seu público multicultural e seu vento forte e constante (que faz o frio mais frio!) receberam muito bem Amarante e companhia.
Sim, porque é Amarante e companhia, e não Moretti e companhia - como a imprensa do resto do planeta costuma etiquetar o Little Joy; pois no palco, quem comanda, quem faz os solos e dedilhados, quem faz o vocal principal e ocupa o centro do palco, esse é o Hermano, não o Stroke...

Este que vos escreve chegou tarde ao Audio – casa de frente pro mar dividida em bar e pista no térreo e palco e pista/bar no subsolo –, perdendo assim o show de abertura, dos americanos Dead Trees. Logo na entrada, topando com Amarante, uma entrevista para depois do show foi pré-arranjada (ele estava usando o mesmo casaco e carregando a mesma guitarra com que dias antes se apresentou no programa de TV norte-americano Carson Daly).



O repertório do show, sempre igual – seja em Brighton seja em Paris e demais shows da turnê até agora (com a diferença que em Paris houve bis, em Brighton não), é composto obviamente pelas canções do disco que eles acabaram de lançar (só deixaram de fora Play the Part), além de uma canção nova e de um cover para Walkin’ back to Happiness, da cantora inglesa Hellen Shapiro (muito famosa nos anos 60).
A questão que me veio imediata foi entender até que ponto essa escolha foi baseada na música em si, pois além da óbvia chamada para o sobrenome Shapiro, poderia haver alguma analogia entre o significado do titulo (“voltando para a felicidade”) e o fato deles terem deixado pra trás suas bandas, famosas, para encarar uma turnê como a que eles estão fazendo agora, onde eles próprios devem montar e desmontar todo o equipamento de palco, tocando em pubs e dormindo num ônibus velho etc.
Bem, o fato é que Amarante parecia tenso, apesar do velho e conhecido sorriso, sempre presente. Entrou no palco sozinho, com seus típicos dedilhados Hermanicos, para começar o show com Evaporar. Ao fim da canção agradeceu em português, inglês, alemão, francês, japonês e italiano; e então a banda toda entrou. Além do trio central – Amarante tocando guitarra e cantando, Binki tocando teclado e percussão e Fabrizio tocando guitarra e violão tenor –, havia um baixista e um baterista, ambos ótimos.



No meio do show, o atento (e impaciente) Amarante chamou a atenção de todos (ao microfone) sobre a iluminação, que realmente estava monotemática (ele disse “desse jeito vocês em Brighton se lembrarão de Little Joy como a banda azul!”), obtendo bons resultados (afinal, depois disso, variaram a iluminação).
Quando Binki fazia o vocal principal, a atmosfera ficava mais efervescente, menos presa aos ecos das supracitadas famosas bandas; e apesar de seu vocal não parecer com o da Nico, a coisa tomava um gancho bem Velvet Underground, ou seja, coisa fina!
Os integrantes do Dead Trees se juntaram ao Little Joy para as duas últimas canções, quando o clima de festa se consolidou.



Depois do show houve o papo rápido com Fabrizio e Amarante, onde a simpatia e o carisma do baterista dos Strokes sobressaíram (e muito) à indiferença do Hermano.
Enquanto esperava a banda desmontar o equipamento de palco, foi curioso ver cases com a marca estilizada “Strokes” estampada, e mais curioso ainda foi ver a grande etiqueta na parte traseira do amplificador: “Albert Hammond Jr”.

Confirmado: Los Hermanos se reunirão. Assim como The Strokes voltarão com tudo.
Assim que essa turnê acabar cada um volta para sua banda principal.
Amarante chegou a “comentar” sobre a vida na estrada com o Little Joy, novamente tendo que ser músico e roadie, tendo que dormir no ônibus e tal.

A impressão que ficou foi a de um bom show, onde o público recebeu o grupo com empolgação e foi recompensado com boa música.



Setlist – Little Joy ( http://www.myspace.com/littlejoymusic ) - Audio (Brighton, Inglaterra), 15/01/2009:
Evaporar
The Next Time Around
How to Hang a Warhol
No One's Better Sake
Unattainable
Shoulder to Shoulder
With Strangers
Keep Me in Mind
Walkin' Back to Happiness
new song
Don't Watch Me Dancing
Brand New Start

(escrito em 16/01/2009 por Cesar Zanin – waldenzanin@gmail.com - http://www.fotolog.com/waldenzanin)

segunda-feira, 9 de março de 2009

Oh Manchester, so much to answer for...



Rock tourist tour em Manchester!
:)

Passei em frente ao hospital onde nasceu Mark Smith (Broughton). Com a Bel. Hoje.

Em frente 'a primeira sede da Factory (Palatine road) tambem.

Em frente ao que era o clube Hacienda.




Em frente 'a prisao Strangeways.


Passamos embaixo da ponte que o Morrissey canta em Still Ill.

E andamos pela cidade, meio a esmo.




Agora estamos num pub perto de onde era a Hacienda.

Pena que Mark Smith esta com a bacia quebrada.
Tenho conviccao que ele gostaria de estar aqui, haha.



A foto acima fizemos no Salford Lads Club, quem conhece Smiths sabe.
:)

O show do Peter Bjorn and John ontem, no Scala em Londres, foi da hora!!

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http://www.fotolog.com/waldenzanin/13675931

Oh Manchester, so much to answer for... (part 2)



Mais tarde, continuando o giro por Manchester, fomos ao Britons Protection - bar onde Tony Wilson, Bernard Sumner e o pessoal costumavam fazer reunioes -, e la vimos um cartaz.

Era um cartaz bem modesto, xerox preto e branco em sulfite.
O cartaz era sobre uma noite no Brickhouse, onde Mike Joyce (baterista dos Smiths) comandaria as pick-ups.




O nome da noite, Altern@tive Therapy, nao era a toa:
Depois que a emissora de radio onde Mike conduzia seu programa fechou, muitos ouvintes ficaram mais uma vez orfaos (diziam ate que o programa do ex-Smith era do mesmo nivel que o de John Peel!), entao surgiu o convite por parte do club Brickhouse para Mike discotecar la.

Ai veio a ideia de adaptar o A.T. para o formato festa/noite.

Acontece que o cartaz que vimos dizia que a primeira noite seria em novembro de 2008. E, bem, nesse mundo indie esse tipo de coisa tem uma rotatividade muito grande.
Sabe, pensei que entre 11/2008 e 03/2009 poderia ter acontecido muita coisa e talvez a noite nem existisse mais...

Mas decidimos ir ate a Brickhouse e ver qual que era.

E o inexperado realmente aconteceu: enfim pude conhecer Mike Joyce, o lendario baterista dos Smiths, pessoalmente.
Ele foi atencioso e simpatico.




Agora posso dizer que ja vi de perto todos os 4 principais integrantes dos Smiths:
1. Morrissey, em Sao Paulo, em 2000 ou 2002 (no show que ele fez no Olympia);
2. Andy Rourke, em Barcelona, em 2004 (ele estava discotecando no club Razzmatazz, pedi pra ele botar uma do VU e ele atendeu! Cheguei ao cumulo de pedir autografo, haha);
3. Johnny Marr, em Barcelona, em 2007 (ele estava tocando com oo Modest Mouse, no Primavera Sound festival);
4. Mike Joyce, em Manchester, em 2009 (em frente a casa onde ele iria discotecar).

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http://www.fotolog.com/waldenzanin/13675931

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

domingo, 1 de fevereiro de 2009

sábado, 31 de janeiro de 2009

We're Barins!




Walden Barin 'sings' and plays the drums;
here are some of his influences:

The Fall, Modern Lovers, Animal Collective, Any Wise Pub, Ramones, Fellini, Helmet, Vaselines, Stooges, Guided by Voices, Ciccone Youth, Modest Mouse, Beastie Boys, Magic Crayon, Beach Boys, Captain Beefheart, Arnaldo Baptista, Joao Gilberto, Link Wray, Cesare Basile, Bugo, Vinicius de Moraes, Robert Johnson, Bob Marley, John Lennon, Dick Dale, Bob Dylan, Raul Seixas, Nick Drake, Johnny Cash, King Tuby, Syd Barrett, Renato Russo, Charlie Parker, Chopin, Mano Brown, Pogues, Smiths.

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Larry Barin plays the guitar;
here are some of his influences:

Echo and the Bunnymen, Spiritualized, Piano Magic, Sugarcubes, L'Altra, Animal Collective, Nico, Telescopes, Loop, Depeche Mode, Cardigans, The Cure, Revolver, Swervedriver, Moose, Cocteau Twins, The Fall, Modern Lovers, New Order, Chapterhouse, Stone Roses, Smashing Pumpkins, Slowdive, No Age, Los Campesinos, Stone Temple Pilots, Supergrass, My Bloody Valentine, The Jesus and Mary Chain, Guided by Voices, Iron and Wine, Bright Eyes, Gorillaz, Weezer, Blur, Beastie Boys, Legiao Urbana, Badly Drawn Boy, Nirvana, Goldie, Helmet, Rage Against the Machine, Velvet Underground, Sonic Youth, Walden, Magic Crayon e outros projetos do meu pai, Pink Floyd, Bob Marley, Belle and Sebastian, Bob Dylan, U2, Beatles, Elliott Smith, Durutti Column, Happy Mondays, Teenage Fanclub, Smiths, Battles, Joao Gilberto, José Gonzales, The The, House of Love, Any Wise Pub, Peter Bjorn and John, Tricky, Radiohead, Morrissey, Perturbazione, Artemoltobuffa, The Shins, Milton Nascimento, Mutantes, Portishead, Chemical Brothers, Charlatans, REM, Beck, Verdena, Queens of the Stone Age, Placebo, The Cardigans, I'm From Barcelona, Grandaddy, Mogwai, Jane's Addiction, The Strokes, The Fall, Depeche Mode, "The Fat Of The Land" do Prodigy, Ministry, Los Hermanos, Stereolab, Chico Science & Nacao Zumbi, Nick Drake, Avalanches, Sepultura (c/ Max), Dinosaur Jr, Stooges.

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Narc Barin plays the guitar;
here are some of his influences:

Oceansize, Mogwai, Radiohead, This Will Destroy You, Muse, Sonic Youth, Corporature, Reddial, Acorporeal, Joao Gilberto, Tom Jobim, Los Hermanos, Modest Mouse, The Fall, The Modern Lovers, Queens of the Stone Age, Silverchair.

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Bacon Barin plays the bass;
here are some of his influences:

Dimmu Borgir, Emperor, Therion, Yngwie Malmsteen, Crimson Glory, King Diamond, Focus, The Brecker Brothers, Richard Wagner, Gustav Mahler, Ludwig Van Beethoven, Wolfgang Amadeus Mozart, Jeff Lyne, George Harrisson, Roy Orbison, Toto, Extreme, John Shuttleworth, The Mighty Boosh, Robert De Niro, The IT Crowd, Father Ted, Mark Brandon Read, Bartley Gorman V, Faith No More.

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Una Barin plays the violin;
here are some of her influences:

bjork, radiohead, portishead, unkle, jazzanova, air, lamb, J.S. Bach, J.Suk, Animal Sound, 12 Stone Toddler...

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Tony Barin plays the maracas;
here are some of his influences:

Reggae, hard core, other planets.

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Bebel Barin plays the keyboard;
here are some of her influences:

Velvet Underground, Sonic Youth, Peter Bjorn and John, Artemoltobuffa, Yo La Tengo, Elliott Smith, Jose Gonzalez, New Order, Depeche Mode, Wilco, Radiohead, Portishead, Perturbazione.

domingo, 25 de janeiro de 2009

ONE HOUR ((Barins))

Ha ha ha!

WORLD TRIP SPONSORSHIP ((Barins))

Experimental grunge garage psychedelic!

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Rumo ao Grande Norte - Video (parte 1 de 12)



Primeira parte da série (de 12 'episodios') sobre a viagem feita em agosto de 2008, entre Treviso (Italia) e Nordkinn (Noruega), de carro, com ida pela Europa Ocidental e volta pela Europa Oriental. Trilha sonora: a cançao de abertura foi composta por Lauro Zanin e Narciso Tureta. A segunda cançao, Diversamente, foi composta e gravada por Paulo Matos e Cesar Zanin.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Férias de verao - 2008 (parte 2)

Depois da viagem à Alemanha em junho, quando o autor foi ao festival Hurricane, em Bremen, e também visitou Amsterdan, Bruxelas e Luxemburgo (ele, sua amada e seu filho), agora em agosto eles partiram numa viagem ainda mais longa: Rumo ao grande norte!

A idéia era antiga, desde 2006 ou 2007 o autor queria tocar a ponta setentrional da Europa (Nordkapp/Cabo Norte), mas como ele nao é rico e a vida é cheia de imprevistos, isso nunca tinha sido possivel.

Na verdade em junho de2008 até tinha o dinheiro para fazer a viagem toda, mas aconteceram vàrias coisas, tipo, voltar a arcar com os custos inteiros da casa (infelizmente o irmao dele decidiu voltar a viver no Brasil), acidente com carro alugado na Belgica, castraçao da gata, revisao do carro etc.

Mesmo sem o dinheiro necessario para fazer a viagem completa, o autor decidiu partir pois ja tinha comprado o ingresso para o festival Oya, que acontece em Oslo. 
O My Bloody Valentine iria tocar.
Ou seja, mesmo sem ir até o final, jà seria super legal ir até Oslo e assistir o MBV e tal. 

Entao uma nova luz no fim do tunel apareceu e os planos mudaram de novo.
Eles 3 mais o amigo Narciso cismaram de tocar a ponta mais ao norte do continente europeu, isto é, Nordkinn (na extremidade norte da Noruega, perto das fronteiras com Finlandia, Russia e Suécia).

   

O plano inicial era chegar a Nordkapp, mas o autor descobriu dias antes da viagem que o famoso Cabo Norte (considerado pela maioria o ponto mais ao norte da Europa, ao menos turisticamente falando), na verdade fica numa ilha e que, para visitar essa ilha, o turista deve pagar uma grana...

Entao vendo o mapa e pesquisando na internet, descobriu que a extremidade de Nordkinn fica praticamente na mesma latitude de Nordkapp e que, além de nao se pagar nada para visitar Nordkinn (nem o pedagio nem o ingresso que o turista deve pagar para ver o tal Cabo Norte), Nordkinn nao se trata de uma ilha, é uma peninsula.

E essa viagem rumo ao grande norte foi uma daquelas onde voce se conhece mais e se surpreende ao mesmo tempo.
Foi realmente uma viagem marcada por coincidencias, ou como prefiro negar, pressentimentos.
Em vàrios momentos aconteceram coisas fora do comum, em vàrias ocasioes o autor mais sentiu do que entendeu qual caminho seguir.

Este post aqui é tipo uma introduçao, nao vou contar o que aconteceu na viagem nao. :)
Nos proximos posts eu vou pedir para que o proprio autor escreva, em primeira pessoa!

Ah, e nunca numa viagem ele escutou tanta musica! Foram gigas e mais gigas de musica!!!
Também, imagina, foram nove mil km viajando de carro.

Torp Festivalen - Vestby (Noruega), agosto de 2008

Era o nosso terceiro dia de viagem.

No primeiro dia fizemos um trajeto longo, saimos bem cedo de casa, em Treviso, e dormimos a primeira noite nos arredores de Hamburgo. Estavamos um pouco apreensivos porque sabiamos que a lei alema nao permite o camping fora das areas a pagamento, e o nosso plano era economizar ao maximo (inclusive na hospedagem).

Pouco antes de alcançar Hamburgo, saì da rodovia e entrei num vilarejo, procurando uma area camping. Entao vi um posto de polìcia e tive uma idéia. Fui là e perguntei se poderìamos acampar em algum lugar, explicando que na manha seguinte bem cedo irìamos embora, continuando nossa viagem rumo ao norte.
Para minha surpresa o policial e a policial que me atenderam trocaram algumas palavras entre eles (em alemao) e entao se viraram pra mim dizendo algo como "na Alemanha nao é permitido o camping blà blà blà, mas daqui a uns 5 km, prosseguindo na rodovia em direçao a Hamburgo, tem uma area de descanço (daquelas com banheiro, posto de gasolina, lanchonete etc) e voces podem montar acampamento por là esta noite, mesmo porque seremos nòs mesmos de plantao por aqui hoje...".



E foi assim que passamos nossa primeira noite nessa nossa viagem rumo ao norte, acampados nos arredores de Hamburgo.

No segundo dia fomos de Hamburgo até Copenhagen e acabamos pagando para acampar numa area camping na periferia da capital dinamarquesa...


Mas voltando ao terceiro dia, atravessamos o estreito de Øresund e passamos por Göteborg, rumo à Noruega.

No dia seguinte (que seria o quarto dia) realizariamos um outro sonho: assistir a um show da banda My Bloody Valentine. Eles tocariam no festival Oya, que é realizado anualmente na capital Norueguesa.

Acontece que ao atravessar a fronteira vimos que nao faltava muito para escurecer.
Nosso plano inicial era acampar no centro de Oslo, na unica area camping dentro da cidade, mas uns 50 km antes da capital acabei saindo da rodovia em direçao a um vilarejo qualquer.
Disse algo como "sinto que devemos procurar um lugar para passar a noite por aqui".

Assim que saimos da rodovia, logo na rotatòria, aquelas placas me confundiram. 
De repente algo me chamou a atençao. Uma placa tosca, escrita a mao, com uma seta para a direita e as palavras "Torp Festivalen".
- Opa, é para là que devemos ir!
E fomos.
Era uma estrada estreita, passamos por um vilarejo, paramos na igreja (que emprestava seu quintal para servir de cemitério!) e tentamos conversar com alguém da casa ao lado (pedirìamos para acampar...), mas ninguém atendeu à porta.

O que fazer?
Seguimos a tal estrada estreita. Depois de mais ou menos outro km ela nao era mais asfaltada e depois de um outro tanto estàvamos entrando num bosque.
Claro que a essa altura estàvamos todos preocupados.
Entao acaba o bosque e começa uma plantaçao, de cereais.


Eis que avistamos a placa da foto ("Torpfestival" e a seta avante). Là na frente, uma fazenda. E sò.
A essa altura estàvamos agitados, sem entender patavinas.
Ficàvamos supondo, palpitando, sobre o que poderia ser aquilo tudo.

Enfim recomeço a dirigir e chegamos, o tal sìtio é realmente o fim da estrada!
O que vemos?



Sim, um sìtio, mas um sìtio com alguns jovens, cases e material de carpinteria pra todo lado.
Os tais jovens, quando veem o nosso carro, acenam sorrindo para nòs!
Nòs acenamos de volta e rimos.

E foi assim que conhecemos o Torp festival.
Um festival realizado por uma familia, no sìtio.
As vezes ouvimos falar que em tal festa parecia encontrar-se em familia etc, né? Pois entao, ali era realmente uma familia.

Em 2007 Morten Strand, o senhor de macacao vermelho da foto, permitiu que sua filha mais velha, Marthe, juntamente com sua outra filha e mais alguns amigos, fizesse uma festa no sìtio da familia.
A organizaçao da festa foi ficando tao legal e a espectativa era tanta, que a festa passou a ser vista como um festival. E assim foi, provavelmente o festival mais caseiro do mundo!
O festival foi batizado de Torp, que é o nome da gleba de terra onde se encontra o sìtio, dentro do municìpio de Vestby.

Agora em 2008 Marthe obviamente pediu ao pai para fazer a segunda ediçao do Torp Festivalen, e seu bom pai mais uma disse sim.
Assim ela chamou os amigos, convidou vàrias bandas do sudeste da Noruega, espalhou press-releases para a mìdia local e de Oslo, buscou apoio para o equipamento, camisetas etc, e mais, ela contou com a inestimàvel ajuda da propria famìlia para transformar o sìtio!



Era quinta-feira, o Torp festival começaria o dia seguinte e iria até domingo. Nòs chegamos là bem na hora em que eles estavam testando o som e terminando de arrumar o palco. O palco ficava dentro da estrebaria. O camarim era o quartinho de ferramentas. Claro, tudo redecorado, bonito, charmoso aliàs.

Marthe logo veio ao nosso encontro e se apresentou, foi extremamente simpatica e disse que poderìamos ficar para o festival, que seria um prazer para eles!
Entao explicamos que no dia seguinte terìamos o show do My Bloody Valentine para ver, no Oya festival, em Oslo. Ela disse que estava chateada, pois terìamos sido o primeiro pùblico internacional do festival deles, mas mesmo assim disse que poderìamos passar a noite là, se quisessemos. Ficarìamos na àrea camping do festival em troca de ajudar a arrumar o sìtio para o festival!
E assim foi, escolhemos o melhor cantinho da area camping deles (na pratica a area camping deles era o quintal da casa, hehe), fomos apresentados ao pessoal todo, montamos nossas barracas e entao começamos a trabalhar!



Carregamos mesas, fixamos o portal da area camping, pintamos placas...

Quando jà estava escuro todos pararam de trabalhar e entao apareceu o senhor Marten Strand.



Ele, que no inicio tinha me parecido um pouco esquivo (apesar de sempre muito educado), agora dava mostras de verdadeira simpatia e interesse pela nossa historia.
Resumindo, antes de irmos dormir, Marten nos levou de lanterna na mao a todas as cinco construçoes do sìtio, explicando tudo, falando sobre o material, o clima e os habitos dos tempos idos, de quando ele era jovem, de quando os filhos dele eram jovens etc etc.
Fomos parar no salao externo (armazem transformado em sala de jogos/pista para o festival - com direito a sofas, livros, quadrinhos e jogos infanto-juvenis cuidadosamente distribuidos por toda a parte), e ficamos conversando e bebendo cerveja, com guias, mapas e albuns de fotos por sobre a mesa. Pois expliquei qual era o nosso plano para toda a viagem, entao ele entao foi chamar um amigo da Marthe que ja viajou muito e ficamos conversando até altas horas.



Qual nao foi minha surpresa ao ver que até ali, dentro de uma barraca num sìtio no meio do mato, eu tinha uma rede wireless disponivel e funcionante!



Na manha seguinte a familia Strand nos esperava para tomarmos o café da manha juntos!
Foi assim que pudemos descobrir como é o café da manha quotidiano numa familia norueguesa!
Depois voltamos aos albuns de fotos deles e veio outro convite: passear pela propriedade, conhecer o interior do sìtio, trocando em miùdos, fazer trilha!


No topo da colina a vista era inesquecìvel, a floresta de pinheiros e o fiorde!
Nos ensinaram como detectar a idade de uma determinada qualidade de àrvore, là. Nos mostraram o local onde eles comemoram o natal, no meio do bosque com fogueira e àrvore de natal natural. Havia muitas variedades de framboesas, morangos e cerejas silvestres por toda a parte. Nos levaram na casa da irma dele, em cima da colina. Por fim nos levaram até o fiorde!



Parecia um daqueles sonhos bons que a gente nao quer que acabe.
Mas chegava a hora de ir embora.
My Bloody Valentine iria tocar.

As despedidas foram serenas e amistosas.
Convidei Marten para vir à Italia e ele pareceu contente com a idéia.

Infelizmente acabamos nao conseguindo ver os shows do Torp Festivalen, afinal MBV é MBV, po.
Mas ficamos chateados sim. Ainda mais por ver que o Torp Festivalen é um festival DIY!
De dentro da barraca, à noite, fui conferir o som de algumas das bandas, no myspace...


Ter conhecido a familia Strand foi uma experiencia unica, inesquecivel!

E agora para voces aqui vai um punhado de links para algumas das atraçoes do Torp Festivalen:

domingo, 29 de junho de 2008

Férias de verao - 2008 (parte 1)

Agora em junho o autor saiu em férias com a família.

Dessa vez deixaram o carro na garagem de casa, aproveitaram uma promoção da Ryanair.



Como de costume saíram de casa em cima da hora, rindo e tirando sarro.

Os 3 andando rápido com mochila nas costas em direção ao ponto de ônibus para pegar o circular 1 em direção à estação de trem. De là pegaram o circular 6 para o aeroporto de Treviso.

Logo depois do desembarque em Bremen, decidiram alugar um carro. Foram até o setor do aeroporto em que havia uma serie de balcões de rent a car. E pesquisaram em busca do menor preço.



Eles estavam com os ingressos ja comprados para o Hurricane festival, que aconteceria em Scheessel (uma cidadezinha de interior, entre Bremen e Hamburgo) dali a 3 dias.

O festival é um dos mais famosos festivais de verão da Europa, claro que nem tanto quanto Glastonbury, Roskilde, Reading ou Benicasim, mas, mesmo assim, grande.

Estavam preparados para acampar durante todo o festival, levaram barraca e sacos de dormir...


Então, como tinham ainda 3 dias antes do festival, decidiram aproveitar esse tempo para conhecer um pouquinho o Benelux, naquele esquema on the road...



Saíram todos faceiros no Fox alugado (0 km, aliás), em direção à Holanda.





Antes de saírem de Bremen passaram no Lidl (rede de supermercados alemã, de baixo custo, hoje presente em boa parte da Europa) para comprar agua e ingredientes para lanche.



Chegaram em Amsterdan depois de 3 horas de viagem: bom indicio. Ainda mais porque o sol brilhava forte até pelo menos as 22:50!



Amsterdan é uma cidade efervescente, um nightclub gigante ao ar livre, cheia de canais, vielas e construções baixas e tortas.

Boa parte do centro é tomada pela zona da luz vermelha, que lhes pareceu muito maior do que imaginavam.

Incrível como numa quarta-feira à noite todo o centro da cidade consegue ficar aceso e fervendo até às 3 ou 4 da manha! Quarta-feira...



Saindo de Amsterdan percorreram um pouco do litoral, Rotterdam e Breda.



Depois da Holanda rumaram para a Bélgica.

Depois de passar por algumas cidades, entre elas Antuerpia, entraram em Bruxelas. Como de costume, ao entrar numa cidade de carro, o autor percorreu boa parte do centro, num tipo de reconhecimento do local.

Antes mesmo de descerem do carro, para caminhar pelas ruas do centro da cidade, aconteceu o imprevisto.

Saindo de uma rotatória, a batida.



Horas perdidas, primeiro com o susto do impacto; os dois carros embaraçados se arrastando no meio da rua; o motorista do outro carro (um senhor marroquino) descontrolado repetindo num tom intimidatorio em francês "e agora?!", "e agora?!"; as tentativas - nao muito produtivas - de comunicação; depois a chegada do filho dele - que felizmente falava inglês; as ligações para a filial belga da agencia para informar sobre a batida; a chegada da policia; a pequena - e nesse caso usual - confusão decorrente; a partida, primeiro da policia (o policial se despediu do autor com aquele sorriso de canto, acenando e desejando boas ferias), e logo depois do outro motorista e seu filho; a chegada do guincho mandado pela filial belga (o motorista - que dava demonstrações de estar radiante de felicidade - tentou nos reanimar, servindo de guia turístico enquanto nos levava até a garagem da filial belga da agencia; sorrindo e nos contando a vida dele - claro, em francês (com algumas palavras em italiano - a mulher dele é italiana); a retirada de outro carro - maior, mais bonito e mais caro (o pessoal da agencia disse que não seria cobrado a mais por isso, disseram que o único valor a ser cobrado a mais do que a diária seria a franquia do seguro por causa do acidente)...

E tudo isso numa chuva insistente...



Acabaram desistindo de dedicar um tempo maior para Bruxelas, acabaram visitando alguns pontos turísticos, mas de forma rápida e quase desolada...



Foram parar em Luxemburgo, a cidade-paìs. O paìs todo tem uma área menor do que a do município paranaense de Tibagi...

Luxemburgo, a cidade, é o tipo de cidade utópica. Sim, ao menos à primeira vista.
Tudo bonito, limpo, bem cuidado.
Ficaram abismados com o pequeno parque do centro da cidade, uma belíssima área verde de um ou dois quarteirões, com mini-lago, ruinas restauradas, ciclovia, verde (muito bem cuidado), sem grades, com abertura ao público 24 horas por dia.



De Luxemburgo voltaram à Alemanha, passando por Bonn, Dusseldorf e Munster.
De volta em Bremen devolveram o (segundo) carro e tiveram o cartão de crédito esfaqueado (a tal franquia pelo acidente em Bruxelas foi bem salgada).

De Bremen pegaram o trem para Scheessel, a estação estava tomada por punks e alternativos em geral, todos rindo e/ou bebendo e/ou carregados de barraca, saco de dormir etc.
Já naquele momento era possível sentir a atmosfera de um grande festival de verão europeu de rock.



Ao descerem, na estação de Scheessel, nao precisaram se preocupar com que direção tomar, bastava seguir o fluxo.
Aquilo tudo parecia uma cidade, de tão grande. Uma cidade louca.

A primeira coisa que fizeram foi montar a barraca.
Depois foram dar uma olhada num dos palcos - dando de cara com um show bizarro: Deichkind, um bando de alemães barbados com "roupas" ridículas pulando para lá e para cá "cantando" em alemão com inglês macarrônico (quase todas as letras pareciam ter algo relacionado com sexo ou drogas) em cima de bases eletrônicas pré-gravadas. O mais engraçado era ver que o lance era bem famoso por lá, todo mundo dançando e cantando junto. E pior (ou nem tanto), as tais bases eram bem legais.
Voltaram para a barraca, para descansar um pouco.
Antes de dormir o autor programou o celular para despertar, para o show do Chemical Brothers.
Claro, ele não escutou o despertador, foi acordado pelo filho, quase sem querer.
Correram e acabaram pegando a segunda metade do show...
Depois passaram na tenda eletrônica e voltaram para a barraca dormir.
No dia seguinte eles até assistiram alguns shows legais, mas no ultimo dia é que aconteceriam os shows mais legais do festival!



A vida no festival era “engraçada”.

O dia começava com o sol bem forte, que, batendo diretamente na barraca, transformava seus ocupantes em frangos assados dentro de fornos de padaria. Não havia vento ou sombra. Ou seja, mesmo que você quisesse dormir até tarde, seria impossível.
Então você sai da barraca, e apesar do sol agora bater diretamente em você (trazendo aquele bronze...), pelo menos há ar, uma leve brisa (ou é você que inventa que há brisa, afinal qualquer coisa é melhor do que aquele forno), e vai em direção aos containers que servem de banheiros/vestiários/bebedouros.
O que você vê já de longe? Fila.
Filas enormes de junkies e/ou grunges etc com toalhas e/ou lata de cerveja na mão...
Depois disso você vai procurar algo para comer. Todos os carrinhos tem fila (pois é, não existe algo minimamente parecido com restaurante ou mesmo lanchonete por lá), e oferecem quase que somente frituras, e a preços indignos.

O que fizeram então? Foram andando até o centro de Scheessel procurar um mercado. Ao sair pensaram que seriam os únicos a ter essa idéia.
No caminho foram impedidos pela polícia de pegar uma rua, sabe-se lá porque. Havia três pessoas que tentavam seguir a mesma direção, e que também foram impedidas (mas eles tinham uma vantagem e tanto: falavam alemão), e se ofereceram de guia (eram moradores de Scheessel, iam ao Hurricane todo ano), e dali até o centro foram falando e rindo.
Compraram o que queriam e voltaram.
Ah, perceberam duas coisas:
1 – A cidadezinha estava repleta de malucos! Ou seja, não foram os únicos.
2- Os 3 mercados da cidade não tinham nem mesmo uma latinha de cerveja à venda!



Mas voltando ao dia-a-dia do acampamento, depois de comer você tem duas opções, antes de poder entrar na parte dos palcos (que só abre uma hora antes do início dos shows): voltar para a barraca/forno; ou ficar vagando.
Pois é, o que você vê vagando de um lado para o outro naquela imensidão de grama seca e curta que formava uma ilha entre mares de barracas? Loucos.
Sério, o pessoal lá faz lembrar mesmo aquela imagem viking de ser. De um lado tinha um campinho de futebol: um dos times estava com camiseta azul e todos os “jogadores” davam mostras de estarem devidamente chapados, o outro time era composto por ursos. Sim, todos os jogadores vestiam fantasias de ursos, naquele calor. 
Do outro lado você escutava gritos e urros e gargalhadas e assobios vindos de um aglomerado, caminhando naquela direção dava a impressão que era alguém fazendo algum tipo de malabarismo para uma roda gigante de gente.
Ledo engano.
Saca Coração Valente ou Conan? Então, eram dois aglomerados de gente, dispostos em duas linhas, uma de frente para a outra, com uns barris no meio.
Um “jogador”, de uma das frentes, jogava uma bola em direção aos barris, e se acertava algum, todos os “jogadores” da outra frente bebiam cerveja sem parar até que o arremessador recolocasse o barril acertado na posição inicial. Aí gritavam stop, com os olhos arregalados feito vikings. 
E vice e versa. Enfim, era um vira-vira gigante.

O mais inusitado é que em teoria se trata de um jogo sem fim, ou pelo menos sem que nenhum jogador honesto possa saber qual a frente vencedora, visto que cada vez mais gente ia saindo de fininho (depois de secar algumas latinhas) ou literalmente caindo pelos cantos...

Os portões se abrem e os shows começam, aquela multidão andando para todas as direções, nunca viram tanta poeira (estou me referindo à terra seca), ficaram sabendo que uma tradição do Hurricane é a chuva...
Ficaram indecisos qual seria pior, poeira ou lama? Ainda mais depois que no meio do Notwist ou do Calexico começou a cair um principio de chuva...
O nariz ficava quase sempre entupido, e ao tirar a famosa meleca, você percebia que a cor dela era preta. Sim, preta. E se você tivesse coragem suficiente para enrolar a meleca você podia perceber os pequenos grãos de areia. E se você tivesse mais coragem ainda, e cheirasse a meleca, você sentiria cheiro de terra.

Enfim, muitos dos shows eram muito legais e isso fazia valer a pena.
Outra coisa que fazia valer a pena mesmo era ver toda aquela gente feliz, aquele clima de liberdade etc.

O relógio aponta as 2 ou 3 da manhã, os shows estão acabando (ou já acabaram), é hora de votar para a barraca. Então você pensa que enfim vai descansar em um lugar menos sujo e menos barulhento.

Eis que você lembra que escolheu o campo mais próximo da tenda de discotecagem (que funciona até os primeiros raios de sol da manha!), e que sua barraca fica perto de la, e que bem ao lado da sua barraca tem um grupo de umas 4 ou 5 barracas (composto por alemães, ingleses e holandeses) que faz uma zona capaz de fazer levantar Lázaro.
Você entra na barraca e sente cheiro de cerveja. E deita escutando clássicos do rock e hinos indie (vindos da tenda) e urros, gritos e risadas (vindos dos vizinhos).
E então você se sente mais jovem.



A seguir a lista dos melhores shows:
1 – Radiohead
2 – Bat for Lashes
3 – Chemical Brothers
4 – Elbow
5 – Black Rebel Motorcyle Club
6 – Digitalism
7 – Wombats
8 – Foo Fighters
9 – British Sea Power
10 – Deichkind
11 – Calexico
12 – Notwist
13 – Pigeon Detectives
14 – Slut
15 – Sigur Ros
16 – Oceansize
17 – Foals
18 – Kaiser Chiefs
19 – The (international) Noise Conspiracy
20 – Enemy



Outro espetáculo foi o dia seguinte à última noite de shows, isto é o dia em que todos deveriam ir embora: uma ventania forte “cuidando” das barracas que foram deixadas para trás.



O avião de volta para casa so iria decolar do aeroporto de Bremen dois dias depois. O que fazer? Acabaram descartando a opção aluguel de carro. Ficaram por Bremen mesmo, no albergue da juventude.

Ah, o time dos ursos ganhou.

domingo, 15 de junho de 2008

Monte Cavallo - trekking


A familia Zanin (Cesar, Isabel e Lauro) mais uma vez fez trekking, em primeiro de junho de 2008.
Pela segunda vez o objetivo era subir o Monte Cavallo (2251mt), que fica no planalto do Cansiglio (Veneto), nos pré-alpes italianos.

Na primeira tentativa, no dia vinte de abril, estavam em cinco: o autor, Isabel, Lauro, Paulo e Maria.
O gelo e a neve acabaram impossibilitando a chegada até o final. Depois de uma hora e meia de subida, desistiram e desceram.


Na segunda tentativa, essa do video abaixo (Paulo e Maria ja tinham voltado ao Brasil), o clima jà estava mais proximo do que costumamos chamar de primavera e enfim conseguiram subir até o refugio.
Sò entao perceberam que na primeira tentativa tinham chegado a pouco mais da metade do caminho e que teria sido impossivel continuar subindo com todo aquele gelo...

Como na primeira vez, na segunda também saìram de casa tarde, chegando ao sopé da montanha depois das cinco da tarde.
A subida teve inicio às 17:25, avistaram o refugio às 19:50, e desceram rapidinho, chegando no ponto de partida às 21:20h. Ainda bem que em junho escurece depois das 21:00h, eles nao tinham levado lanterna!

A trilha sonora do video é composta por duas cançoes do autor, gravadas em casa (o som original da filmadora foi mantido na mixagem).